segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Angelina Macedo - Sonhei




Angelina Macedo - Sonhei

Poesia em Português - Brasil





Angelina Macedo - Sonhei


Sonhei que era feliz e era amada,
Que ao lado de meus pais tranquilamente,
Passava minha vida sorridente,
Sem nunca pela dor ser perturbada.

Nessa doce ilusão, sendo embalada,
Áureos castelos levantei na mente
E por linda visão aurifulgente,
Era ao céu de fantasia arrebatada.

Porém ao despertar do grato sonho,
Ao ver o meu presente tão tristonho,
Tão negro como fora o meu passado.

Quisera viver sempre adormecida,
Do mundo e de todos esquecida,
Ou ao menos, meu Deus, não ter sonhado!

Ana Angelina Soares de Amorim (1875-1906)

foi uma poetisa brasileira.













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domingo, 30 de agosto de 2015

Ângela do Amaral Rangel - Máximas cristãs, e políticas




Ângela do Amaral Rangel - Máximas cristãs, e políticas


Poesia em Português - Brasil


Ângela do Amaral Rangel - Máximas cristãs, e políticas


Ilustre General, vossa Excelência
Foi por tantas virtudes merecida,
Que, sendo já de todos conhecida,
Muito poucos lhe fazem competência:

Se tudo obrais por alta inteligência,
De Deus a graça tendes adquirida,
Do Monarca um afeto sem medida,
E do Povo uma humilde obediência:

No Católico zelo, e na lealdade
Tendes vossa esperança bem fundada;
Que, na presente, e na futura idade,

Há de ser a virtude premiada
Na terra com feliz serenidade,
E nos Céus com a glória eternizada.

Ângela do Amaral Rangel (1725-?)

A primeira poeta brasileira a ter seus versos

publicados no Brasil Colônia.






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sábado, 29 de agosto de 2015

Ana Lima Pimentel - Rimas Alegres




Ana Lima Pimentel - Rimas Alegres

Poesia em Português - Brasil


Ana Lima Pimentel - Rimas Alegres


Dorme minha alma sorrindo
Da esperança no regaço,
E sonha que estão fugindo
Pelo doce azul do espaço
Suas crenças perfumosas,
Como pétalas de rosas.

Não vês dos sonhos na calma
Desabrocharem meus versos?
Eles são as flores da alma
Da lira sutis dispersos!
Quero embalar-te os ouvidos,
Nestes harpejos queridos!

Nunca sofri dissabores,
Não sei se existe amargura,
Passo uma vida de flores,
De moça a vida mais pura.
Me alente o canto das rimas...
Com teu sorriso me animas.

Leio o futuro ridente
Na cor dos olhares teu!
E sei dizer, docemente,
Todos os dias: meu Deus!
Fazei permanente a origem
Dos róseos sonhos da virgem ...

Cerca-me o zelo paterno,
Tenho as maternas carícias,
Do lar ao aconchego terno
Canto venturas, delícias!
São tão formosos e tantos,
De minha vida os encantos...

Creio nas louras quimeras
Filhas diletas do amor;
Minhas gentis primaveras
Da adolescência na flor,
Não me mentem enganosas,
Sim, me sorriem ditosas!

Estas estrofes singelas
Não pensem ser ilusão,
São elas todas estrelas
Do céu do meu coração.
Primor que a vida matiza
E o meu viver sintetiza.

Ana Lima Pimentel (1882 - 1918)

foi uma poetisa brasileira.








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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Francisca Julia - Desejo Inútil





Francisca Julia - Desejo Inútil


Poesia em Português - Brasil



Francisca Julia - Desejo Inútil


Qualquer cousa afinal de belo escolher devo
Para em verso plasmar no esforço da obra prima:
Flor que viceja á sombra, aza que paira em cima,
Aroma de um pomar ou de um campo de trevo.

Aroma, ou asa, ou flor... Tudo o que diga e exprima
Perde, ao moldar-se em verso, o seu próprio relevo,
Porque sinto, mau grado a gloria com que escrevo,
Presa a imaginação no limite da rima.

Não vai pois provocar, e sem que isto te praza,
Minh' alma, e por amor d' arte que se não doma,
A mágoa que te dói e a febre que te abrasa:

O aroma, sente! Est’asa, admira! esta flor, toma!
Mas deixa continuar inexprimidas a asa,
A beleza da flor e a frescura do aroma.

Francisca Júlia da Silva Munster (1871-1920)

foi uma poetisa brasileira.







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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Francisca Julia - Musa Impassível II





Francisca Julia  - Musa Impassível II

Poesia em Português - Brasil



Francisca Julia - Musa Impassível II


Ó Musa, cujo olhar de pedra, que não chora,
Gela o sorriso ao lábio e as lágrimas estanca!
Dá-me que eu vá contigo, em liberdade franca,
Por esse grande espaço onde o impassível mora.

Leva-me longe, ó Musa impassível e branca!
Longe, acima do mundo, imensidade em fora,
Onde, chamas lançando ao cortejo da aurora,
O áureo plaustro do sol nas nuvens solavanca.

Transporta-me de vez, numa ascensão ardente,
À deliciosa paz dos Olímpicos-Lares
Onde os deuses pagãos vivem eternamente,

E onde, num longo olhar, eu possa ver contigo
Passarem, através das brumas seculares,
Os Poetas e os Heróis do grande mundo antigo.

Francisca Júlia da Silva Munster (1871-1920)

foi uma poetisa brasileira.










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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Francisca Julia - Musa impassível





Francisca Julia - Musa impassível

Poesia em Português - Brasil



Francisca Julia - Musa impassível


Musa! um gesto sequer de dor ou de sincero
Luto jamais te afeie o cândido semblante!
Diante de um Jó, conserva o mesmo orgulho; e diante
De um morto, o mesmo olhar e sobrecenho austero.

Em teus olhos não quero a lágrima; não quero
Em tua boca o suave e idílico descante.
Celebra ora um fantasma anguiforme de Dante,
Ora o vulto marcial de um guerreiro de Homero.

Dá-me o hemistíquio d'ouro, a imagem atrativa;
A rima, cujo som, de uma harmonia crebra,
Cante aos ouvidos d'alma; a estrofe limpa e viva;

Versos que lembrem, com seus bárbaros ruídos,
Ora o áspero rumor de um calhau que se quebra,
Ora o surdo rumor de mármores partidos.

Francisca Júlia da Silva Munster (1871-1920)

foi uma poetisa brasileira.













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terça-feira, 25 de agosto de 2015

Gabriela de Andrada - Saudade







Gabriela de Andrada - Saudade


Poesia em Português - Brasil



Gabriela de Andrada - Saudade


Da vida na manhã tudo é bonança,
Tudo é luz, tudo flor, tudo harmonia:
São cantos de suavíssima poesia,
Que nos embala em sonhos de esperança.

Ri a ventura ao lábio da criança;
Da mocidade a alegre fantasia,
Escrava da ilusão que a inebria,
Em vão busca o prazer, em vão se cansa.

Passam os anos, e com eles passam,
Uma por uma, todas as quimeras,
Chegam invernos, fogem primaveras...

Além no azul do céu, onde esvoaçam,
Tristes saudades das passadas eras,
São os sonhos da vida que perpassam...

Gabriela Frederica de Andrada Dias Mesquita (1852-1922)

foi uma poetisa brasileira.
















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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Julia da Costa - Acordes Poéticos




Julia da Costa - Acordes Poéticos







Julia da Costa - Acordes Poéticos


Não tenho segredos, é pura minh´alma,
Qual cândida aurora rasgando o seu véu!
Velando ou dormindo, chorando ou sorrindo,
Só amo – meus campos – meu solo – meu céu!

Cresci sobre um ermo tristonho e sombrio,
Soltei nas campinas meu primo cantar,
Saudei nas montanhas o sol que nascia,
Brinquei entre moitas ao claro luar!

Sou jovem, sou meiga, sorri-me o futuro
Nas fímbrias douradas de auroras de paz,
A flor das campinas só ama o infinito
Do céu, das venturas, não quer nada mais!

As flores dos prados não causam-me inveja,
Que hei flores mimosas no meu coração!
Lauréis e grandezas, eu não, não aspiro,
Não quero ter gozo tão falso, tão vão!

Não tenho segredos, é pura minh´alma,
Qual cândida aurora rasgando o seu véu!
Velando ou dormindo, chorando ou sorrindo,
Só amo – meus campos – meu solo – meu céu!

Júlia Maria da Costa (1844-1911)

foi poetisa e escritora brasileira.









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sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Nísia Floresta - Aqui sob esta abóbada




Nísia Floresta - Aqui sob esta abóbada

Poesia em Português - Brasil





Nísia Floresta - Aqui sob esta abóbada


Aqui sob o zimbório, onde um santo viveu,
Eu scismo sobre o nada… E a lama entristeceu…
E vem-me ao coração, assim, desilludido,
Santa recordação do meu filho querido…
A lembrança dos meus é orvalho enluarado
Suavizando o calor do meu peito abrazado.

Da vida no espinhal, de minha mãe a imagem
É perfume de flor, é verde de ramagem…
Branca e doce visão aos pés do altar pendida,
Intercedendo aos céos pela filha dorida,
Que chora de amargor, ante o vício e o peccado,
Enquanto escuta da alma um som nunca estudado…

Brando e divino som, que ao coração me vem
Como resteas do sol, como um sopro do Bem…
Seria a tua prece, ó mãe, o teu cicio
Que em mim repercutindo, eu sinto que allivio?
Deus fazendo vibrar seraphica oração,
Harmonia do céo, dentro do coração?

Ó mãe, esposo e pae, ó trindade primeira,
Que eu recordo, entre o crepe e a flor da laranjeira,
Como estrellas brilhando em rosários de luz,
Um clarão derramai aos pés da minha Cruz!…

Nísia Floresta(1810-1885)

foi poetisa e escritora brasileira.









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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Olavo Bilac - A Boneca




Olavo Bilac - A Boneca

Poesia em Português - Brasil



Olavo Bilac - A Boneca


Deixando a bola e a peteca,
Com que inda há pouco brincavam,
Por causa de uma boneca,
Duas meninas brigavam.

Dizia a primeira: "É minha!"
— "É minha!" a outra gritava;
E nenhuma se continha,
Nem a boneca largava.

Quem mais sofria (coitada!)
Era a boneca. Já tinha
Toda a roupa estraçalhada,
E amarrotada a carinha.

Tanto puxaram por ela,
Que a pobre rasgou-se ao meio,
Perdendo a estopa amarela
Que lhe formava o recheio.

E, ao fim de tanta fadiga,
Voltando à bola e à peteca,
Ambas, por causa da briga,
Ficaram sem a boneca ...

Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (1865-1918).

Foi um jornalista e poeta brasileiro.

Membro fundador da Academia Brasileira de Letras.

Criou a cadeira 15, cujo patrono é Gonçalves Dias.








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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Augusto dos Anjos - Vandalismo






Augusto dos Anjos - Vandalismo

Poesia em Português - Brasil





Augusto dos Anjos - Vandalismo


Meu coração tem catedrais imensas,
Templos de priscas e longínquas datas,
Onde um nume de amor, em serenatas,
Canta a aleluia virginal das crenças.

Na ogiva fúlgida e nas colunatas
Vertem lustrais irradiações intensas
Cintilações de lâmpadas suspensas
E as ametistas e os florões e as pratas.

Como os velhos Templários medievais
Entrei um dia nessas catedrais
E nesses templos claros e risonhos ...

E erguendo os gládios e brandindo as hastas,
No desespero dos iconoclastas
Quebrei a imagem dos meus próprios sonhos!

Augusto dos Anjos (1884-1914)

O mais importante poeta do pré-modernismo.

Sua obra poética, está resumida em um único livro "Eu e Outros Poemas".






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domingo, 16 de agosto de 2015

Gregorio de Matos - Ao braco do mesmo menino Jesus quando apareceu










Gregorio de Matos - Ao braco do mesmo menino Jesus quando apareceu

Poesia em Português - Brasil


Gregorio de Matos - Ao braco do mesmo menino Jesus quando apareceu


O todo sem a parte não é todo,
A parte sem o todo não é parte,
Mas se a parte o faz todo, sendo parte,
Não se diga, que é parte, sendo todo.

Em todo o Sacramento está Deus todo,
E todo assiste inteiro em qualquer parte,
E feito em partes todo em toda a parte,
Em qualquer parte sempre fica o todo.

O braço de Jesus não seja parte,
Pois que feito Jesus em partes todo,
Assiste cada parte em sua parte.

Não se sabendo parte deste todo,
Um braço, que lhe acharam, sendo parte,
Nos disse as partes todas deste todo.

Gregório de Matos Guerra (1636-1696)

Considerado o maior poeta barroco do Brasil.








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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Sapateiro Silva - Glosa 4






Sapateiro Silva - Glosa 4


Poesia em Português - Brasil




Sapateiro Silva - Glosa 4


Joaquim José da Silva (fim do século XVIII-meados do século XIX)

mais conhecido como Sapateiro Silva

foi um poeta satírico brasileiro.











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quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Gonçalves Dias - Marabá






Gonçalves Dias - Marabá 

Poesia em Português - Brasil



Gonçalves Dias - Marabá


Eu vivo sozinha; ninguém me procura!
Acaso feitura
Não sou de Tupá?
Se algum dentre os homens de mim não se esconde,
— Tu és, me responde,
— Tu és Marabá!

— Meus olhos são garços, são cor das safiras,
— Têm luz das estrelas, têm meigo brilhar;
— Imitam as nuvens de um céu anilado,
— As cores imitam das vagas do mar!

Se algum dos guerreiros não foge a meus passos:
"Teus olhos são garços,
Responde anojado; "mas és Marabá:
"Quero antes uns olhos bem pretos, luzentes,
"Uns olhos fulgentes,
"Bem pretos, retintos, não cor d'anajá!"

— É alvo meu rosto da alvura dos lírios,
— Da cor das areias batidas do mar;
— As aves mais brancas, as conchas mais puras
— Não têm mais alvura, não têm mais brilhar.

Se ainda me escuta meus agros delírios:
"És alva de lírios",
Sorrindo responde; "mas és Marabá:
"Quero antes um rosto de jambo corado,
"Um rosto crestado
"Do sol do deserto, não flor de cajá."

— Meu colo de leve se encurva engraçado,
— Como hástea pendente do cáctus em flor;
— Mimosa, indolente, resvalo no prado,
— Como um soluçado suspiro de amor! —

"Eu amo a estatura flexível, ligeira,
"Qual duma palmeira,
Então me responde; "tu és Marabá:
"Quero antes o colo da ema orgulhosa,
"Que pisa vaidosa,
"Que as flóreas campinas governa, onde está."

— Meus loiros cabelos em ondas se anelam,
— O oiro mais puro não tem seu fulgor;
— As brisas nos bosques de os ver se enamoram,
— De os ver tão formosos como um beija-flor!

Mas eles respondem: "Teus longos cabelos,
"São loiros, são belos,
"Mas são anelados; tu és Marabá:
"Quero antes cabelos, bem lisos, corridos,
"Cabelos compridos,
"Não cor d'oiro fino, nem cor d'anajá."

E as doces palavras que eu tinha cá dentro
A quem nas direi?
O ramo d'acácia na fronte de um homem
Jamais cingirei:

Jamais um guerreiro da minha arazóia
Me desprenderá:
Eu vivo sozinha, chorando mesquinha,
Que sou Marabá!

Antônio Gonçalves Dias(1823-1864)

foi um poeta brasileiro.







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